Como investir os R$ 1.000 de mídia da ação. Duas rotas possíveis, a leitura do que a ação anterior do Boticário já entregou na prática, a recomendação da agência e os pontos que precisam ser fechados com a Hello antes do dia 24/08.
Entre 01/06 e 30/06 a Hello fez uma experiência com o Grupo Boticário nos dois canais em paralelo, com verbas parecidas. É o melhor dado que existe para decidir onde colocar os R$ 1.000 — mesmo produto, mesmo público e mesmo e-commerce.
Dos R$ 441 investidos no Meta, o conjunto de remarketing levou R$ 242 e trouxe 5 das 6 compras (custo por compra de R$ 48,47). O conjunto de público frio gastou R$ 199 e trouxe 1 compra — custo por compra de R$ 199,11. O Meta ganhou reimpactando quem já tinha entrado no site sem fechar pedido.
A diferença desta ação está na oferta: na anterior não havia desconto nenhum, e agora o remarketing volta para essa mesma pessoa com 15% OFF na primeira compra — um motivo concreto para fechar o pedido que antes não existia. É razoável esperar que o mecanismo que já era o mais eficiente da conta converta ainda melhor com esse diferencial.
A verba é curta e a ação é de prazo indefinido — termina quando os cupons acabarem. Isso favorece concentração: verba pequena espalhada em muitas frentes não sai da fase de aprendizado em nenhuma delas.
Toda a verba concentrada onde a conta já tem histórico comprovado com o Grupo Boticário.
| Conjunto | Verba |
|---|---|
| Prospecção de lojistaspúblico frio · interesses e comportamentos B2B na praça definida | R$ 650 |
| Remarketing do sitequem visitou recentemente e não comprou · a partir da 2ª semana | R$ 350 |
Metade no Meta, metade em uma Performance Max no Google com lance apenas para novos clientes — formato diferente do que já foi testado na conta.
| Frente | Verba |
|---|---|
| Meta — prospecção + remarketingmesma lógica, metade do fôlego | R$ 500 |
| Google — Performance MaxR$ 20/dia · cerca de 25 dias | R$ 500 |
Não é preferência de canal — é o que o dado da própria conta mostra. Com R$ 1.000 e uma ação que pode acabar a qualquer momento, o custo de dividir é alto demais.
| Critério | Cenário 1 · 100% Meta | Cenário 2 · 50/50 |
|---|---|---|
| Histórico na própria conta | Custo por compra de R$ 73,58 com o mesmo produto e público | Google entregou R$ 168,72 por compra no mesmo período — mas em Search, não em Performance Max |
| Velocidade de arranque | Entrega desde o primeiro dia | Google só estabiliza após 7 a 10 dias |
| Exclusão de quem já comprou | Sai pelo pixel ou pela base que a Hello enviar | Depende de lista com 1.000+ membros para o modo novos clientes |
| Risco de público errado | Baixo — segmentação por interesse B2B | Alto — na experiência anterior, cerca de um terço da verba do Google foi para busca de "revendedor Boticário", perfil de venda direta e não de lojista |
| Fôlego para o remarketing | R$ 350 dedicados, onde o custo por compra cai | Espremido dentro dos R$ 500 do Meta |
| Estimativa de compras | 10 a 15 | 8 a 13 |
Se a Hello quiser usar essa ação também como teste de canal — medir se a Performance Max com foco em novos clientes funciona para o e-commerce B2B — a divisão se justifica, desde que a expectativa de volume seja calibrada. Nesse caso, a recomendação é tratar os R$ 500 do Google como investimento em aprendizado para as próximas ações, e não como fonte principal de conversão desta. E, mesmo assim, só depois de confirmar o pré-requisito da lista de 1.000 membros.
Vale alinhar a expectativa antes de começar, para que o resultado seja lido corretamente no fim da ação.
A mídia paga deve entregar de 10 a 15 primeiras compras. Os cupons restantes vêm dos canais que não têm custo por clique: disparo para a base de clientes que ainda não compra no e-commerce — o caminho mais rápido de todos, Instagram orgânico, banners no site e abordagem ativa dos representantes e do televendas. Se essas frentes rodarem junto com a mídia a partir do dia 24/08, os 111 cupons ficam ao alcance. Só com mídia, não ficam — e é melhor combinar isso agora do que avaliar a ação por uma meta que a verba nunca comportou.
As chamadas do briefing original ("produtos de beleza, cuidado e autocuidado com condição especial") soam como varejo e atraem consumidor final — o que encarece o clique e enche o funil de gente que não pode comprar. As versões abaixo foram reescritas para deixar o contexto B2B explícito já na primeira linha.
O aprendizado da ação anterior é claro: o criativo de produto de cabelo com marca forte carregou tudo. A nova ação deve liderar pelo Siàge Ultra Bond Reset e usar as demais marcas como reforço de portfólio.
| Feed 1:1 e 4:5Siàge Ultra Bond Reset em destaque + selo 15% OFF 1ª compra |
| Stories e Reels 9:16versão vertical das mesmas peças, com área segura no topo e rodapé |
| Variação de portfóliocomposição com até 5 produtos: Siàge (shampoo, condicionador, máscara), Australian Gold e Vult |
| Variação de remarketingreforço do cupom, foco em "seu 1º pedido está a um clique" |
| Banner principal da homeaté 5 produtos, conforme o briefing, composição limpa |
| Banner interno da página da campanhaseleção ampliada, mostrando variedade de marcas |
| Post de feed + Storiesmesma linha visual das peças de mídia, para consistência |
| Direção visualazul da Hello, alto contraste, selo de 15% OFF legível em tela pequena |
Confirmação do código do cupom e da praça da campanha, e checagem do pixel do e-commerce: o evento de compra precisa estar registrando corretamente, porque é ele que alimenta o remarketing e a exclusão de quem já comprou.
Conjunto de prospecção em operação desde o primeiro dia. Remarketing já montado, mas pausado até haver volume de audiência para reimpactar.
Acompanhamento diário do consumo de cupom. Identificação do criativo campeão e corte dos que não giram — foi o que fez diferença na ação anterior.
Com pool de audiência formado, o conjunto de remarketing entra em operação. É o momento em que o custo por compra tende a cair.
Poucos itens, mas o primeiro deles pode gerar problema direto com o lojista se passar batido.
Se o código no sistema for BOTICARIO15OFF e a peça mostrar #BOTICARIO15OFF, o lojista vai digitar o "#" e o cupom não vai aplicar. Precisamos confirmar como está cadastrado no e-commerce e, se o "#" for apenas estético, tratar isso na peça.
Confirmar que o elegível é quem nunca comprou no e-commerce — inclusive o cliente que já compra por representante ou televendas. É essa definição que determina quem fica de fora da campanha: não faz sentido pagar impressão para quem não pode usar o cupom.
O briefing não define região. A ação anterior rodou no Rio de Janeiro. Precisamos confirmar se mantemos somente RJ ou se incluímos SP — isso muda a montagem e o alcance da verba.
A campanha tem um objetivo único e muito objetivo: primeiras compras no e-commerce. Todo o resto é diagnóstico.
A campanha entra no relatório do Grupo Boticário já disponível no portal, com atualização automática. O ponto que depende da Hello é o número de cupons já utilizados — precisamos desse dado ao menos uma vez por semana, porque é ele que define quando desligar a mídia.